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É assim que se corta na despesa

10 Dezembro, 2009
by

Irlanda vai cortar salários a funcionários do Estado

O Governo irlandês adoptou medidas drásticas para controlar a despesa pública no orçamento para 2010 e decidiu reduzir salários a professores, enfermeiros e polícias. Está também prevista a redução de prestações da segurança social a desempregados e a famílias com filhos.

(…) O salário dos funcionários públicos será reduzido em dez por cento. Para dar o exemplo, o primeiro-ministro vai reduzir o seu próprio salário em vinte por cento e o dos seus ministros em 15 por cento. (…)

Aceitam-se apostas quanto aos cortes que Sócrates irá propôr no OE 2010.

82 comentários leave one →
  1. bulimundo's avatar
    10 Dezembro, 2009 22:37

    Pois mas os exemplos vêm d3 cima…do topo..vinte por cento…E aqui? Alguém acha que o nosso 1º vai cortar nem que seja 1 por cento do seu ordenado…?Sonhem..se calhar ainda se aumenta …

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Dezembro, 2009 22:38

    Vai cortar na verdade, ainda mais.

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  3. harms's avatar
    10 Dezembro, 2009 22:42

    Belo exemplo, o do PM, sim senhor. Eu cá, como funcionário público, recebo o chorudo ordenado de 1100 euros (ando a dar aulas há 15 anos a contrato,sempre no mesmo escalão, sem qualquer possibilidade de progressão na carreira, mas sou um chulo que aqui ando, já sei). Se me reduzirem o mesmo em 10% fico com 990. Se o PM (quanto é que ganha?) reduzir o dele em 20%, supondo que ganha 3500, passa a ganhar 2800. Ainda é uma diferença valente, não? Mas pronto, fora isso, para vocês, liberais cá do sítio, tudo se resolve cortando a despesa do estado, o grande leviatão. Desde que isso não afecte o cheque-ensino é o que importa. Haja saúde!

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  4. Desconhecida's avatar
    Manuel permalink
    10 Dezembro, 2009 22:52

    Antes dos ordenados havia que cortar nas reformas por inteiro, antes do tempo, dos presidentes das câmaras, administradores da caixa, dos institutos públicos, etc. “Cortar” era acabarem ponto final, nem mais um tostão antes do tempo, como com todos os restantes funcionários.
    Isso sim seria dar o exemplo, e então os cortes nos vencimentos seriam aceites de cabeça erguida.

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  5. nini's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:00

    “reduzir salários a professores”
    Em Portugal?

    Ainda mais?

    É que em Portugal, “essa” política já tem CINCO ANOS.

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  6. Desconhecida's avatar
    Bum permalink
    10 Dezembro, 2009 23:03

    Vai cortar aos poucos que ainda têm.
    Não falta muito ficaremos todos capados.

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  7. fernandog's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:04

    O volume salarial da função pública passou de três por cento do produto interno bruto para menos de dois enquanto o défice orçamental passava de menos de três para oito por cento.

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  8. tina's avatar
    tina permalink
    10 Dezembro, 2009 23:04

    http://www.irishtimes.com/newspaper/ireland/2009/1210/1224260421888.html

    E isto vem de um país com um PIB per capita não sei quantas vezes o de Portugal.

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Dezembro, 2009 23:08

    Porreiro, pá!

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  10. Levy's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:09

    5 # Nini

    Desde 2000 que os aumentos são inferiores à inflação, com excepção desde ano.

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  11. Desconhecida's avatar
    Bum permalink
    10 Dezembro, 2009 23:09

    Mas para alguns blasfemos, a Irlanda é sempre um bom exemplo.
    Era um bom exemplo a seguir quando subiram, subiram, até estourar.
    Continua a ser um bom exemplo quando reduzem os salários às profissões humildes deixando em paz os ricos e exploradores.

    Faz mais pelo socialismo um post como este, do que 100 anos de Álvaro Cunhal.

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  12. Eduardo F.'s avatar
    10 Dezembro, 2009 23:10

    Caro Harms,

    Também já fui professor “provisório” há muitos anos atrás. Compreendo-o bem.

    Quanto ao post, o que LR está a sublinhar é a forma pela qual certos governos, do 1º mundo, lidam com os problemas quando estes são muito sérios. Por oposição a outros governos, que também estão nominalmente no 1º mundo mas, na realidade, estão no limbo, fazem de conta que não é nada com eles e continuam a “tomar medidas”, furiosamente. A caminho do abismo. Só isso.

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  13. gigi's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:12

    Mário Lino Paga Campanha Eleitoral Socialista Com dinheiro da Acção Social

    “Segundo a Visão, terá sido desta forma que a FCM conseguiu saldar as dívidas com as operadoras móveis Optimus e TMN que, por sua vez, e conforme estava negociado com o Governo, terão entregue aproximadamente 100 milhões de euros à JP Sá Couto”
    http://www.educacaosa.blogspot.com/2009/12/mario-lino-paga-campanha-eleitoral.html

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  14. gigi's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:16

    Governo abre concurso público para comprar 250 mil computadores do tipo Magalhães

    O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que determina a abertura de concurso público internacional para comprar 250 mil computadores portáteis para os alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico. Para a aquisição computadores, que podem ou não ser Magalhães (da empresa JP Sá Couto), o Governo autorizou uma despesa máxima de 50 milhões de euros, o que inclui serviços conexos e a instalação dos portáteis.
    (…)
    ASE pagou Magalhães
    Este anúncio surge depois de ser conhecido que o antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, utilizou 180 milhões de euros das verbas da Acção Social Escolar (ASE) para financiar os programas de computadores e-escolas e e-escolinhas (Magalhães). Cerca de 100 milhões de euros foram utilizados para pagar os portáteis Magalhães à JP Sá Couto e o restante serviu para acertar contas com os operadores de telecomunicações que distribuíram os computadores.
    http://www.publico.clix.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/governo-abre-concurso-publico-para-adquirir-250-mil-computadores-portateis_1413329

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  15. António Jardim Santos's avatar
    António Jardim Santos permalink
    10 Dezembro, 2009 23:23

    Esclarecimento
    A notícia é apenas sobre uma proposta do governo irlandês, que muito provavelmente será chumbada no parlamento. Tal como está: “Public sector pay will be cut by 5 per cent on the first €30,000, 7.5 per cent on next €40,000 and 10 per cent on the next €55,000, with a top rate of 15 per cent on those earning in excess of €200,000.” Não é aceitável, visto que uma pessoa que ganhe o salário mínimo também será atingida o que não o mínimo de senso. De facto este assunto leva-me a abordar o seguinte tema: Qual deve ser o papel do estado? É consensual que só existem duas alternativas: (i) estado assume o papel de providenciar com serviços próprios os bens comuns, ou (ii) estado pagador desses mesmos serviços prestados por privados. Ambos os modelos possuem virtudes e defeitos. Começando pelo segundo, e sem cair na deriva do favorecimento do individualismo como atributo negativo, há a apontar uma crítica que muitos actualmente fazem ao papel do estado em Portugal: a economia extremamente dependente do estado. Como é óbvio se o estado não tiver um papel no mercado e só pagar os serviços prestados cria-se uma situação de total dependência da economia face ao estado pagador de serviços. Acresce que este modelo tem como vantagem teórica a optimização dos recursos pelos privados, mas não podemos esquecer que isso implica o pagamento do lucro dessas empresas por serviços públicos. Adicionalmente, o estado pode neste modelo passar ao utilizador uma parte do pagamento do serviço público. Deste modo este modelo para funcionar deverá seguir um conceito de sociedade totalmente diferente do actual: impostos muito baixos, leis laborais mínimas, regulação forte e acima de tudo uma sociedade com ética e moral. Ora como qualquer pessoa racional pode concluir este modelo é instável por natureza. O exemplo dos EUA é exemplo disso. Além do mais, na prática com as imperfeições do sistema e da sociedade torna-se injusto socialmente, não existe igualdade de direitos e deveres entre ricos e remediados.
    Antes de abordar o primeiro modelo convém salientar que em Portugal o partido do regime “democrático” PS quer o melhor dos dois modelos. Quer instaurar uma democracia que favorece as parcerias público-privadas. O que se passa, e com estes últimos governos se acentuou, é que a gestão privada (ou público-privada) tem uma série de vícios ligados precisamente com a falta de ética e moral da sociedade. As consequências estão à vista: Portugal é simultaneamente o país onde mais injusto socialmente, com menor rendimento per capita da zona euro, com população com menores conhecimentos (diferente de menores qualificações académicas), menor esperança de vida (e este indicador diz tudo sobre a capacidade da sociedade) e também o país onde as pessoas que pagam impostos pagam mais impostos (quando comparado com a qualidade dos serviços, preço dos serviços, etc.), o país mais corrupto e onde o papel regulador do estado é inexistente. O estado público-privado é asfixiante, estrangula e corrói a sociedade.
    O primeiro modelo é no meu entender o mais virtuoso. Facto: Nunca li nenhuma notícia de jornal de uma empresa portuguesa que fosse exemplo no estrangeiro e que exercesse a sua actividade numa área de bem comum. Partindo deste ponto e retomando um texto que já escrevi, o papel das empresas não é substituírem-se ao estado, e muito menos criar riqueza virtual (controlada por poucos para benefício de poucos), a economia não pode ser controlada pelas finanças virtuais, mas sim pelas mais valias e pela utilidade das empresas. Ao estado o que deve ser do estado: o bem comum, é para isso que pagamos os nossos impostos. Não há justificação para que em sectores onde não há possibilidade de produzir mais valias, como os bens comuns, sejam empresas a gerir e a facultar esses serviços. Há sim uma necessidade do estado, assim como das empresas, de gerirem bem os seus recursos finitos. O papel das empresas é produzir riqueza com o progresso competitivo do país, e o do estado é dar suporte à sociedade de modo a esta não se ter de preocupar com o futuro.
    Eu defendo uma clarificação entre os dois modelos. Assumam-se os partidos, não fiquem a meio caminho, no pântano!

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  16. nini's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:26

    # 12

    Nada de desculpas. O LR vive neste país, não vive na Irlanda e sabe que a profissão que se há profissionais perseguidos politicamente e MATERIALMENTE por estes desgraçados tem sido os professores.

    Considero UMA AFRONTA um post destes.

    Se continuar este tipo de afrontas, temo PELO PIOR no país.

    Os professores são os PROFISSIONAIS mais importantes dum país, para o seu desenvolvimento económico, social, cultural. É-lhes exigido tudo. Têm a responsabilidade directa pela formação de UM QUINTO DOS PORTUGUESES.

    É muito grave numa situação tão confusa e complicada continuar a AFRONTAR os professores. É que muitos ainda estão a lutar pelos filhos dos outros (e dos deles) e pelo desenvolvimento do país. Quando se calarem (e pode acontecer) digam ADEUS ao país.
    De vez.

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  17. anónimo's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:32

    Email da Directora da DREN e declaração de adesão à Zon,

    O email que a Directora Regional da Educação do Norte, Margarida Moreira, dirigiu, ontem às escolas traz um anexo que tem uma declaração para ser assinada pelos pais e encarregados de educação a comprometerem-se com a adesão ao serviço de Banda Larga das operadoras aderentes ao Programa Magalhães: Zon, TMN, Vodafone e Optimus. Em toda a minha longa vida de professor, e já ensino há 34 anos, nunca vi um serviço do Estado promover operadoras privadas de Internet. Reparem no “fino” recorte literário do email da Directora Regional da Educação do Norte: o pormenor das maiúsculas que, em escrita de email, significam gritar. Reparem no pouco cuidado com a pontuação e a acentuação. Talvez não seja por acaso que duas das personalidades do ME mais mal amadas pelos professores sejam precisamente duas pessoas que foram dirigentes sindicais: Margarida Moreira foi dirigente do SPN/FENPROF e Jorge Pedreira foi fundador e dirigente do SNESUP.
    http://www.profblog.org/2008/09/email-da-directora-da-dren-e-declarao.html

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  18. lili's avatar
    10 Dezembro, 2009 23:42

    Era uma vez o crédito de mercado

    No âmbito do seu poder de supervisão prudencial, o adormecido Banco de Portugal perguntou ao BCP quais os montantes de endividamento directo da Mota-Engil e, também, qual o valor dos empréstimos a sociedades suas participadas, nomeadamente os consórcios que gerem as concessões rodoviárias Lusoponte e Aenor. Devem ao BCP cerca de 900 milhões de euros. A Mota tem créditos directos assumidos junto do BCP de cerca de 300 milhões de euros e a sua divida total à banca ascende a 1,3 mil milhões de euros.

    Mas a Mota-Engil não é a única empresa cuja dívida põe em perigo a solvabilidade do BCP. É apenas um de um grupo de Seis clientes que devem ao BCP o equivalente a 80 por cento do seu valor em bolsa, um risco concentrado que o Banco de Portugal permitiu que chegasse a este cúmulo e para o qual só agora parece querer despertar.

    Todos nós sabemos o que aconteceu com o pequenino BPN e quanto custou ao país o torpor do BdP que o possibilitou. Ora, o BCP tem uma dimensão mais de dez vezes maior do que tinha o BPN. Se lhe acontecesse o mesmo, teríamos um risco sistémico agora real, com falências em dominó. Um risco real que ajuda a entender e será parte da equação da forma ruinosa como foram negociados os termos contratuais das concessões das 5 novas auto-estradas, nomeadamente a transferência do risco das concessionárias para o Estado apontada pelo Tribunal de Contas. O Governo, o mesmo sustentado por aquele partido que teve o cuidado de colocar varas da sua confiança na administração do BCP, terá tentado minimizar um descalabro potenciado por um regulador que não desempenha o seu papel. Terá consciência de que, no pior dos cenários, o muito seu Vítor Constâncio poderá custar ao país uma enormidade incomparavelmente maior do que os 270 mil euros que junta anualmente ao seu pecúlio. No melhor, e a somar a esse valor, custará ao país a sua contribuição para a diferença entre os termos contratuais que garantem por largos anos uma renda às felizes contempladas com as adjudicações em causa e aqueles que teriam sido alcançados caso acautelar o interesse público tivesse sido a prioridade de cada uma das negociações.

    Mas teria que ser forçosamente assim? Seria importante que o crédito chegasse à economia em quantidade e preço compatíveis com as ajudas estatais concedidas para que tal acontecesse. A regulação é o que se vê. Não funciona. E o crédito, está mais que visto, constitui um risco acrescido para toda sociedade quando colocado à mercê da ganância de privados irresponsáveis. Os seus custos podem extravasar, como já aconteceu, e não apenas em Portugal, os balanços da instituição de crédito que o conceda e do cliente que o contraia. Ao invés, em mãos públicas, para o bem e para o mal, todos nós teríamos direito a votar na Assembleia Geral respectiva. E não apenas na hora de pagar. Também na de distribuir os lucros, que actualmente enriquecem uma pequena minoria à razão de mais de 12 milhões de euros diários, pela sociedade que todos queremos melhor. Mais e melhor Saúde, Educação, coberturas sociais, Justiça, Cultura. E mercado.
    http://www.opaisdoburro.blogspot.com/2009/12/da-regulacao-e-do-credito.html

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  19. carlos graça's avatar
    carlos graça permalink
    10 Dezembro, 2009 23:46

    utopias….

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Dezembro, 2009 23:54

    #17

    É de gritos! Os escritos parecem evidenciar uma pessoa formada na área da decoração de paredes de exterior em 1974/75. Juntos VENCEREMOS!

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  21. anónimo's avatar
    11 Dezembro, 2009 00:14

    A porcaria
    Vasco Graça Moura
    02 Dezembro 2009

    Quem quer que venha acompanhando com alguma atenção o que dizem especialistas, comentadores, analistas políticos, opinion makers, jornalistas, simples cidadãos e mais gente com acesso aos media, pode notar uma transição tão interessante quanto deprimente no que toca ao teor geral dessas intervenções.

    A princípio e durante muito tempo, falava-se da crise. Depois, e também durante bastante tempo e porque os factos são o que são, passou-se a falar do lastimoso beco sem saída a que Portugal se encontra reduzido. Agora basta abrir um jornal, escutar a rádio ou ver a televisão: as vozes são praticamente unânimes e concluem que o nosso país se está a tornar uma autêntica porcaria.

    Esta é uma situação indiscutível. Na política, a porcaria salta à vista todos os dias. A governação socialista tornou-se, desde há muito, um sinónimo ominoso de aldrabação sistemática dos cidadãos, de passes de prestidigitação grosseira e de manipulação descarada da opinião pública. Tudo eram maravilhas nos resultados sucessivamente alcançados. Mas como era absolutamente falso que assim tivesse sido, afinal tudo era areia nos olhos dos papalvos…

    É claro que o eleitorado devia ter defenestrado devida, definitiva e implacavelmente, o Partido Socialista nas últimas eleições. Mas não o fez. Em consequência, o novo Governo não aprendeu nada com o passado nem com os insucessos e falhanços do Governo anterior.

    Com esse lindo serviço, Portugal continua a ser outra valentíssima porcaria na economia e nas finanças. Estas derrapam todos os dias escandalosamente. A economia enfia-se cada vez mais num buraco sem fundo. O desemprego aumenta de modo galopante e imparável e vai continuar a crescer com todas as consequências inerentes.

    Tão preocupado com a inovação, o nosso Governo pode pelo menos tirar uma patente europeia: a da miséria que está a tornar-se cada vez mais uma realidade social lusitana, devidamente financiada de modo absolutamente improdutivo pelo Estado e que não poderá ser erradicada tão cedo.

    Mas foi para chegar a isto que o povo votou em Setembro, encantado por estar a proporcionar a Portugal a possibilidade de se tornar o pior país da União Europeia, que nada de positivo acontece e tudo decorre sob o signo da batota e da esquizofrenia governativa.

    A recuperação, que noutras partes da União Europeia e do mundo começa a ser uma realidade palpável, entre nós corresponde apenas a uma ilusão cada vez mais patética. Os impostos também vão aumentar, não obstante todas as promessas que, mais uma vez, tudo indica virão a ser violadas por novos malabarismos e piruetas dos governantes.

    Os economistas mais competentes de todos os quadrantes dizem ser inevitável um aumento de impostos dentro de pouco tempo. Mas o Governo, que também sabe ser isso inevitável por força da governação desastrosa dos últimos anos, tem andado impávido e sereno a garantir exactamente o contrário.

    É um facto indesmentível que este Governo adoptou como programa o paleio a mascarar o falhanço e como método de acção o falhanço mascarado pelo paleio. A política económica e financeira da governação socialista é mais uma porcaria irresponsável, imprópria de um Governo normal de um Estado civilizado.

    A administração da Justiça também não presta. Qualquer arguido começa por dizer que confia na acção dos tribunais, porque já sabe que tem todas as probabilidades de se safar. A Justiça há-de chegar deficiente, imperfeita, desequilibrada e tarde e a más horas, de modo que, por cada bode expiatório encontrado (quando é encontrado algum), fiquem pelo menos dez ou vinte responsáveis que conseguem sacudir a água do capote, enquanto as autoridades e as magistraturas se vão enredando numa série de contradições e subtilezas, de jogadas de efeito retardado e de manobrismos inconciliáveis de todo com o correcto esclarecimento da opinião pública.

    Vivemos num Estado cada vez mais policial que também é uma verdadeira porcaria e todos capricham em se alvoroçar muito com as porcarias de que vai havendo notícia…

    É bem feito. O país votou nessa cambada. O país prefere a porcaria. Já está formatado para viver nela e com ela.

    Sirvam-se. Ponham-se a jeito. Besuntem-se.
    http://www.dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1436193&seccao=Vasco

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  22. noimo's avatar
    11 Dezembro, 2009 00:16

    Mas Porque Somos Obrigados A Pagar Salários a Estes Senhores?
    Operações suspeitas do BCP acompanhadas desde 2001

    O Banco de Portugal (BdP) acompanhou operações de compra de acções próprias realizadas pelo Banco Comercial Português (BCP) durante os últimos aumentos de capital mediante o recurso a sociedades sediadas em praças financeiras “off-shore” e conhecia os créditos concedidos a membros dos órgãos sociais do banco privado.

    Estas operações são referidas em cartas trocadas entre o BdP e o BCP entre 2001 e 2004, a que o PÚBLICO teve acesso, que culminaram com o banco central a ordenar à administração liderada por Jardim Gonçalves que corrigisse as situações que na altura foram consideradas irregulares. A documentação dirigida pelo BdP à administração do BCP está toda assinada pelo então vice-governador, António Marta, que tinha o pelouro da supervisão, funções que desempenhou até Abril de 2006.
    http://www.sol.sapo.pt/blogs/paulog/default.aspx

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  23. Desconhecida's avatar
    Fernando Marques permalink
    11 Dezembro, 2009 00:23

    O próximo orçamento devia contemplar cortes nos salários da Função Pública de 10% até 50%, e de acordo com os escalões salariais.

    Os politicos sem excepção, e como são responsáveis pela já mais que assegurada bancarrota nacional, deviam sofrer cortes de 50% para cima.

    Nalguns casos deviam ser suspensos de funções.

    Devia-se também considerar a hipóteses se as coisas vierem a agravar perigosamente, o pagamento em títulos do tesouro resgatáveis e noutras casos senhas para aquisição de géneros.

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  24. Essa é boa's avatar
    Essa é boa permalink
    11 Dezembro, 2009 00:25

    “professores são os PROFISSIONAIS mais importantes dum país”

    # 12

    HAHAHA Porque ? Porque são aqueles que ministram a educação ?

    Então se basta uma normita qualquer do ME para os “mais importantes profissionais” ensinarem o conteudo indicado, da maneira indicada para obterem o resultado pretendido pelo govero nos Novas Oportunidades… Faça o favor.

    TRETA! Não é a escolaridade mas a educação ! Acabem logo com essa treta e ponham os rapazes a estagiar e aprender ofícios em empresas, para despertar a iniciativa nestes estrovengos.

    Os inovadores é que são os profissionais, certificados ou não, mais importantes neste país!

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  25. Eduardo F.'s avatar
    Eduardo F. permalink
    11 Dezembro, 2009 00:29

    E depois não querem que estejamos desconfiados!

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  26. Marcus Aurelius's avatar
    Marcus Aurelius permalink
    11 Dezembro, 2009 00:29

    O problema são os Institutos fantasma, as Fundações fantasma, a Malta do “Gang”, etc. Coitados de alguns professores, enfermeiros e outras profissões. Se o número é elevado em alguns casos, a culpa foi de quem lá os colocou.

    O Lixo deste país são outro tipo de profissionais (prostitutas/os políticas/os) que “sugam” o dinheiro dos contribuintes.

    Fica aqui um belo exemplo para mais tarde recordar…..

    “Bárbara Guimarães recebeu até Outubro de 2001, durante todos os meses,5.000 euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um curto programa diário na RDP-Antena 1. Ao todo foram 60.000 euros (12 mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mês em 2001. Ou seja, o Estado português gastou com Bárbara Guimarães um total de 110.000 euros. Tudo graças à amizade então existente entre o ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisão.
    Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa, um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de segunda a sexta-feira na RDP – Antena 1. Os 5.000 euros mensais atribuidos por Manuel Maria Carrilho a Bárbara Guimarães foram pagos através do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e presidida pela actual secretária-geral do ministério, Helena Pinheiro Azevedo.Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir!!!”

    Para não falar dos “Poetas” Iluministas!!! Os “Avençados” da Propaganda… esses então são aos milhares.

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  27. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    11 Dezembro, 2009 00:32

    o senhor 23 está cheio de razão. salário paga resultados , né? ora como os resultados da governação de há 30 anos pra cá vão de mal a pior , suponho até que deviam devolver todo o dinheiro recebido. como não é possível , pois corte de reformas aos que para lá já não andam e os tais 50% que fala o 23 aos que ainda nos chateiam o bolso e a cabeça.

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  28. noimo's avatar
    11 Dezembro, 2009 00:33

    Salários reais em Portugal registam a maior queda entre os países da OCDE

    Os salários reais descontados da inflação dos cidadãos
    portugueses caíram 2,6%, em 2006. Foi a maior quebra de remuneração entre os países que pertencem à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), sendo que a média dos vencimentos anuais em Portugal é menos de metade da dos restantes países da OCDE e da Zona Euro.
    http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=322496

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  29. Da Silva 27's avatar
    Da Silva 27 permalink
    11 Dezembro, 2009 00:39

    Estas notícias sobre a Irlanda que vai cortar ordenados dos funcionários e reduzir as prestações sociais, têm um objectivo: preparar a opinião pública para o que vai acontecer aqui que, provavelmente, vai ser bem pior. A tese de Medina Carreira está a vingar e quem se lixa é o mexilhão!…

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  30. Desconhecida's avatar
    A verdade doí... permalink
    11 Dezembro, 2009 00:52

    Baixar os salários no sector da «justiça» também não era má ideia…

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  31. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    11 Dezembro, 2009 00:54

    Não percebo de que se queixam os funcionários públicos, quando se fala em corta nos ordenados.

    Podem sempre mudar de emprego ir para o sector privado e dar a lugar a quem queira emprego tão mau.

    nuno g

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  32. nuno granja's avatar
    nuno granja permalink
    11 Dezembro, 2009 00:56

    o Comentário acima (#31)é meu.

    Por lapso meu ficou como anónimo, e como detesto anónimos ou niks testa de ferro. aqui fica aqui a correcção

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  33. Calpúrnia's avatar
    Calpúrnia permalink
    11 Dezembro, 2009 01:00

    É uma medida mais que possível, a qual, por sua vez, não poderá deixar de exercer um efeito de forte contracção do consumo… e tudo o que isso acarreta. Não morrem do mal, morrem da cura – mas morrem na mesma.
    Se é para cortar a cauda ao gato, é apesar de tudo menos cruel fazê-lo de um só golpe.

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  34. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 01:00

    Somos campeões em tantaaaaaaaa coisa. Outra …

    Professores portugueses são os mais precários
    17-Jun-2009
    O primeiro estudo realizado pela OCDE sobre as condições de
    trabalho dos docentes indica que os professores portugueses são os mais precários: 32,4% não têm contratato permanente, o dobro da média dos 23 países analisados. O estudo revela também que 17,4% dos professores portugueses têm contratos inferiores a um ano. A Fenprof confirma que muitos docentes estão há mais de 15 anos em situação precária.

    Portugal é o campeão da precariedade docente, mesmo atrás de países como a Eslováquia, Turquia, Estónia, Brasil, Malásia e Polónia, sendo o único com valores inferiores aos 70% de estabilidade contratual (67,6%), contrastando com a média dos restantes países, que é de 84,5%. A tabela comparativa encontra-se na página 42 do *relatório da OCDE* http://www.oecd.org/dataoecd/17/51/43023606.pdf>

    Restam sessenta e tal %, em carreira no congelador vai para cinco anos (ihihihihhhhhhhhhhhh)

    Ora, atendendo que o TOPO da carreira de um professor é de 1400 Euros líquidos … O resto são para boys e girls, claro. Ou seja,
    os antigos topos da carreira, que poderiam ser alcançados numa ex carreira de 36 anos, eram de 1700 (bachareis) e 2000 (licenciados) Euros (líquidos).
    IHIHIHIHIHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

    Como um professor, para trabalhar durante anos no Ensino tem de ser sustentado pela família (duplas casas, carro, gasolina, gabinete de trabalho em casa, livros e todos os materiais e equipamentos para trabalhar com os seus alunos, formação, etc)…

    … qual a sugestão do senhor “LR” ?

    atenciosamente
    nini

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  35. noimo's avatar
    11 Dezembro, 2009 01:07

    A MENTIRA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA

    Em 2006, o governo de Sócrates, contratou a CAPGEMINI, que é uma das maiores empresas do mundo de serviços de consultoria, para fazer um “Estudo Comparativo de Sistemas de Remuneração entre os Sectores Público e Privado”. E as conclusões a que esta empresa chegou desagradaram o governo de tal forma que ele fezdesaparecer o estudo apesar do seu elevado custo para o erário público (em 2006, na Assembleia da República, durante o debate do Orçamento do Estado, em que participamos, solicitamos ao ministro das Finanças que fornecesse o estudo aos deputados, o que ele recusou). Segundo o estudo da CAPGEMINI, por categorias profissionais as remunerações dos trabalhadores da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado nas seguintes percentagens: (1) Grupo técnico : entre -188% e -156%; (2) Grupo Técnico-profissional: entre -75% e -46%; (3) Grupoadministrativo: entre -89% e -55%; (4) Grupo de auxiliares : entre -19% e – 27%; (5) Grupo de operários : entre -26% e -65%. O estudo divulgado pelo Banco de Portugal apenas analisa por categorias profissionais um grupo de trabalhadores: os com formação superior. E, em relação a este grupo, chega a conclusões opostas às divulgadas pelos média. Segundo o Banco de Portugal, os salários destes trabalhadores eram em 2005, em média, inferiores aos do sector privado em -5,9% (quadro 4, pág. 76). E há profissões em que a penalização é muito maior. Por ex., os salários dos trabalhadores de informática da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado em -13,8%; os dos economistas em -18,6%; e os salários dos não especialistas em -9,3%. Se a análise for feita para os trabalhadores do 3º Quartil, portanto os com formação superior e com qualificação mais
    elevada, a penalização sobe de -5,9%, referida anteriormente, para -25,9%. Portanto, os salários destes trabalhadores da Administração Pública são, em média, inferiores em -25,9% do sector privado segundo o próprio estudo do Banco de Portugal. E no período 2005/2008, a desigualdade salarial agravou-se ainda mais, pois os salários na Função Pública aumentaram apenas 7,5%, enquanto os do sector privado subiram 13,5%. A questão
    que se coloca agora é esta: Terão os órgãos de comunicação que divulgaram aquela noticia falsa, manipulando assim a opinião pública, a honestidade de a corrigir informando com objectividade os seus leitores? . Vamos ver.
    EUGÉNIO ROSA, ECONOMISTA

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  36. lili's avatar
    11 Dezembro, 2009 01:31

    PRÁ FRENTE COM O COMBOIO E VENHAM MAIS DEZ AUTO-ESTRADAS.

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  37. Desconhecida's avatar
    Anti-Chulos #1 permalink
    11 Dezembro, 2009 01:43

    Cortar os salários da função pública, priveligiados neste sistema, e reduzir todas as reformas acima dos 1000 euros, é uma exigência nacional.

    Os que trabalhem, investem o seu nome e o seu património e os que trabalham já estão fartos de pagar impostos para esta xulice e malandrice instituicionalizada.

    Quem não ficar contente, pode muito bem mudar de vida ou emigrar!

    Comer à custa dos outros é que não!

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  38. Desconhecida's avatar
    Lili permalink
    11 Dezembro, 2009 02:47

    É só espertos! Com estes postadores não é de admirar …

    Acabar de vez com a função pública e o estado. Mas substituí-lo pelas grandes coorporações, sob a capa do deus mercado, não parece grande receita. Haverá por aí um liberal genuíno para variar? Ou pelo menos alguém que não esteja arregimentado …

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  39. não se deixem levar pela gatunagem da política's avatar
    não se deixem levar pela gatunagem da política permalink
    11 Dezembro, 2009 03:03

    Se repararem,desde que a escumalha da política decidiu encher o traseiro a presidentes de Junta,de Câmara,vereadores,subsídios a vogais das Assembleias de Freguesia e Municipale atribuir-lhes reformas em meia dúzia de anos (entre tudo o mais que se sabe),acessorias,o OE levou um rombo monumental.Comecem por aí.Há presidentes de Junta de Freguesias com meia dúzia de gatos a mamar mais de 700 aérios por mês,mais uns pós em gatunices com as contas.
    Vão aquele antro da AR e cortem nas reformas,nas mordomias ocultadas em expedientes vários,nos célebres cartõezinhos com milhares de contos por mês,verão se não se poupa dinheiro.
    Peçam auditorias a todas as autarquias e governos e verão que regressam muitos milhões.
    Quando o tiverem feito,voltem-se para os que vivem do trabalho e não da vigarice.

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  40. LR's avatar
    11 Dezembro, 2009 03:16

    “Cortar os salários da função pública, priveligiados neste sistema, e reduzir todas as reformas acima dos 1000 euros, é uma exigência nacional.”

    Mas quem tiver descontado para receber uma reforma acima de 1.000 euros, porque não há-de recebê-la???

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  41. jorge's avatar
    jorge permalink
    11 Dezembro, 2009 07:11

    Por cá aumenta-se a despesa pública. Veja-se o que vai acontecer com os notários. A breve prazo (Fevereiro a Maio) devem regressar ao Estado mais de duzentos notários e outros tantos funcionários. Isto significa que vão ser eliminados mais de seiscentos postos de trabalho: 400 regressam à função pública, com encargos salariais para o IRN superiores a 16 milhões de euros/ano. Os outros duzentos vão para o fundo de desemprego – encargos para a Segurança Social, além de diminuição de contribuições.
    Visto pelo lado dos contribuintes é uma situação disparatada que podia ser facilmente resolvida pelo Ministério da Justiça – bastava prolongar a licença sem vencimento dos funcionários que estão nesta situação.

    Visto pelo lado do Estado (IRN) a coisa não é assim tão má. Afinal sempre são mais 400 funcionários, sempre necessários já que, como é sabido, o IRN (todos os serviços do Estado…) tem falta de recursos humanos. Há sempre muito trabalho e faltam sempre funcionários, portanto mais 400 sempre ajudam – são os meses de verão com as férias do pessoal, o mês de Dezembro com as pontes e feriados, a Páscoa, os feriados e as pontes de Junho, enfim, são sempre necessários. E 400 até são poucos, entre milhares de funcionários 400 representam coisa pouca. Quanto aos encargos, que são 16 milhões (ou mais) num total de despesas de muitos milhões? como exemplo da pequenês do número basta dizer que os encargos com as rendas a energia e a segurança do campus da justiça de Lisboa é superior a esse número.

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  42. tina's avatar
    tina permalink
    11 Dezembro, 2009 08:41

    Nini,

    Sobre os salários dos professores, já foi aqui muito discutido e referências apresentadas mostrando que o salário médio dos professores portugueses está acima da média europeia. O que se passa é que os professores mais novinhos ganham uma miséria e os mais velhos ganham princescamente. É o que dá ter um sindicato formado por pessoas velhas.

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  43. tina's avatar
    tina permalink
    11 Dezembro, 2009 08:47

    “Os professores portugueses em idade de pré-reforma são os mais bem renumerados da Europa, revela o relatório Dados principais da educação europeia em 2009, divulgado ontem pela Comissão Europeia.
    O estudo avaliou o sistema de educação europeu, incluindo não só os 27 países da União Europeia, mas também Islândia, Liechtenstein, Noruega e Turquia. Os principais dados aferidos pelo relatório são referentes a 2006-2007 e, para além da indicação da remuneração dos professores, suportam conclusões sobre a duração da escolaridade obrigatória, despesas públicas com a educação e projecções futuras sobre o número de alunos a frequentar o ensino primário.
    Em Portugal, os professores em início de actividade recebem como salário bruto, incluindo o subsídio de almoço, 97,3 por cento do produto interno bruto per capita (indicador do nível de vida da população do país). No final de carreira, os profissionais do ensino poderão ver o seu pacote salarial aumentar para 282,5 do PIB per capita, um valor bastante superior à média comunitária.
    Na Alemanha, o segundo país onde os professores são os mais bem pagos em fim de carreira, os seus salários não excedem 209 por cento do PIB per capita.”

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  44. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    11 Dezembro, 2009 09:14

    Aqui o Governo despeja mais aumentos de salários. E ainda dizem que somos pobres.

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  45. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    11 Dezembro, 2009 10:13

    .
    E a aprovação hoje do Orçamento rectificativo é a portagem que abre a auto-estrada para nova Maioria Absoluta do PS nas eleições antecipadas do proximo ano em resultado da Moção de Confiança que resolutamente apresentará a esta AR.
    .
    Esse impulso de grande vitoria conduzirá que o seu candidato PS ganhará tranquilamente a proxima Presidência da Republica
    .
    O resto são tretas. Nenhum eleitor percebe porque é que a Oposição ‘diz cobras e lagartos’ do Governo mas quando chega o momento omega fica impotente. Encolhe-se no momento de agir refugiada em ‘gritarias e peixeiradas” inconclusivas e sem quaisquer efeitos politicos práticos que surgem ridiculos aos Cidadãos, Familias e Empresas.
    .
    Conversa fiada. O forte impulso popular de mudança que surgiu nas eleições europeias totalmente desperdiçado nas Legislativas afinal não ensinaram nada a uma Oposição ‘sem unhas’. Esperem pela volta nas eleições de 2010.
    .

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  46. Desconhecida's avatar
    campeão permalink
    11 Dezembro, 2009 10:20

    No estado há muita despesa a cortar muito antes de cortar nos salarios dos funcionarios. Penso mesmo que não será necessario se os nossos politicos gastarem tão sómente os minimos e de maneira totalmente transparente :
    1º Acabar com os milhares de institutos publicos que na pratica nada acrescentam ao nivel de vida dos portugueses.
    2º Acabar com todas as fundações que vivem dos dinheiros do estado ou de empresas controladas directa ou indirectamente pelo estado (explo: Fundação MSoares).
    3º Pensionistas com mais de uma pensão devem optar apenas por uma.
    3º Sistema de saúde geral e universal , acabando com subsistemas que dividem portugueses em classes ( de 1ª e de2ª).
    4º Obrigatoriedade de tudo que seja publico publicar exaustivamente as suas contas na internet de modo a incrementar a transparencia e evitar a corrupção e roubo dos dinheiros publicos.
    5º Organização do sistema de justiça , tornando-o rapido e agil e sem qualquer influencia de politicos.
    6º Moralizar os salarios mais altos do estado (explo :governador do banco de portugal) de acordo com parametros dos paises comparaveis com portugal e tambem com o nosso PIB per capita.

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  47. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    11 Dezembro, 2009 10:39

    .
    #46, acrescento como sugestões:

    7º Diminuir a amplitude gigantesca e imoral entre os salarios mais baixos e os mais altos da Função Publica
    .
    8º Eliminar todos os Impostos cobrando apenas sobre um Imposto Nacional Unico sobre o Consumo incidindo sobre toda a facturação nacional, porventura associado ao mecanismo do IVA.
    .
    9º Eliminar todas as Contribuições para a Segurança Social substituindo-as por um Imposto Nacional Social com mecanismo de colecta identico ao de 8º
    .
    10º Eliminar os subsistemas do Estado de Saude, Pensões etc integrando tudo na Segurança Social.

    Por 8º e 9º entregar ao fim do mês a cada Empregado o total bruto do que o seu Posto de Trabalho custa ao Empregador.
    .

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  48. Desconhecida's avatar
    11 Dezembro, 2009 10:42

    Como muito bem disse o comentador #11, existe um facto que me deixa meio confuso.

    Durante “posts” a fio, aqui no blog, a Irlanda foi citada como exemplo de sucesso, e que deviamos fazer como eles.

    Agora, pelos vistos vão ter de efectuar cortes profundos.

    O que me leva a concluir que as politicas por eles utilizada, afinal não foram assim tão boas. Talvez o exemplo tenha sido mal escolhido.

    Ora, chegando a está conclusão, o que é que propômos ?
    Seguir o exemplo da Irlanda.

    Muito Bom. É de facto uma ideia genial. Quase parece a conversa dos Gatos:

    “Entrevistadora: Professor que pais deviamos seguir o exemplo?
    Prof.Marcel: Da Irlanda. São um verdadeiro exemplo de sucesso.

    E: Mas professor…parece que vão fazer grandes cortes?
    ProfMarcelo: Pois vão …é para recuperar do Deficit gigantesco.

    E: Mas um deficit gigantesco, é resultado das politicas de sucesso?
    ProfMarcelo: É.

    E: Então não são de sucesso, serão de fracasso?
    ProfMarcelo: Pois.

    E: Mas se são um fracasso, porque seguir o exemplo?
    ProfMarcelo. Porque é um exemplo.

    granda duhhhhhhh !!!

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  49. lica's avatar
    lica permalink
    11 Dezembro, 2009 10:45

    eu já diminui o salario da minha empregada de limpeza.

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  50. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    11 Dezembro, 2009 10:58

    Enquanto não houver limite aos Impostos e Dívida na Constituição o roubo dos Estatistas vai continuar.

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  51. Fartinho da Silva's avatar
    Fartinho da Silva permalink
    11 Dezembro, 2009 11:32

    Os liberais que temos em Portugal defendem o corte de salários por igual a todos os funcionários públicos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Isto é liberalismo? Não será COMUNISMO?

    Se os cortes são iguais para todos, onde está o liberalismo?

    Enfim!

    É por estas e por outras que somos o país que somos! E é por estas e por outras que se os liberais aparecerem como um partido, talvez obtenham 5% de votos e suponho que apenas na zona do Porto!!

    Caro LR,

    Se fosse, REALMENTE, um liberal propunha o seguinte:
    – fecho pura e simples de todos os organismos do Estado que não servem para coisa nenhuma!!
    – privatização de todas as empresas estatais;
    – fecho de todas as “empresas” municipais;
    – salários diferenciados;
    – etc..

    Nunca poderia sugerir um corte de salários igual para todos, só se LR considerar Marx, Engels, Lenine, Estaline, etc.. como liberais!!

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  52. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    11 Dezembro, 2009 11:34

    #48,
    a Irlanda continua a ser de facto um EXEMPLO. Alemanha, previsão do deficit 10% para 2010. Quere mais ? Portugal,a numerada que anda por aí é só fogachos … Deie poisar a poeira.
    .
    A POLITICA é a arte de nadar em cima do fio da navalha e vencer. Não é uma sla de aulas. Não é comodismo, comentar e ter o LUCRO no fim do mês certinho, o chamado VENCIMNTO. Repare-se não se chama ORDENADO nem SALRIO. Politica é decisão CERTA em cima do fio da navalha, de facto a maioria do Politicos Portugueses não são POLITICA.

    Por exemplo, vamos ao HOJE no Parlamento, a CASA DA DEMOCRACIA, poder máximo:
    .
    uma grande destruição oratória contra o Governo, os malditos, a poesia. Mas se HOJE ás 14H o PS apresentar uma MOÇÃO DE CONFIANÇA no Parlamento a OPOSIÇÃO ENGOLE TUDO O QUE ESTÁ DIZER, e o PS ganha-a.
    .
    É a fragilidade desta merda toda que nenhuma Cidadão, Familia ou Empresa apara. OK ?
    .

    .

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  53. Fartinho da Silva's avatar
    Fartinho da Silva permalink
    11 Dezembro, 2009 11:39

    Cara Tina,

    Se os salários dos professores portugueses são dos mais altos da Europa, que tal propor o salário dos professores franceses, luxemburgueses, finlandeses, suecos, alemães, espanhóis, etc. para os professores portugueses?

    Já agora, cara Tina, porque não vai até a um desses países oferecer aos professores locais o salários dos professores portugueses?

    Se assim fosse, eu MUDAVA JÁ DE PROFISSÃO e concorria imediatamente para professor do “ensino” público!!

    Tenho imensos amigos professores do “ensino” público e NENHUM ganha mais de 1200 euros, NENHUM! Percebe? NENHUM! Se acha isto uma fortuna, só posso dizer o seguinte: tenho pena de si!!

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  54. Desconhecida's avatar
    Rxc permalink
    11 Dezembro, 2009 12:15

    53, eu conheço dezenas de professores (tenho vários familiares que são professores) e garanto-lhe que a maioria deles recebe limpos mais de 1500 euros por mês…Uns são bons, outros óptimos, alguns maus, mas recebem todos o mesmo (porque basta irem a umas acções de formação que na sua maioria são desprovidas de qualquer interesse e são apenas para “inglês ver”, para subirem automaticamente na carreira).

    Caso não perceba, tem de adequar o salário auferido ao PIB do país, como é óbvio. Se ganhar 1000€ na França, deverá estar muito perto do valor do salário mínimo e bastante abaixo do PIB per capita…

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  55. LR's avatar
    11 Dezembro, 2009 12:24

    Fartinho da Silva,

    “Caro LR,

    Se fosse, REALMENTE, um liberal propunha o seguinte:
    – fecho pura e simples de todos os organismos do Estado que não servem para coisa nenhuma!!
    – privatização de todas as empresas estatais;
    – fecho de todas as “empresas” municipais;
    – salários diferenciados;
    – etc..”

    Já propus isso e muito mais nestas páginas. Veja as “Proposta Eleitoral”

    “Nunca poderia sugerir um corte de salários igual para todos, só se LR considerar Marx, Engels, Lenine, Estaline, etc.. como liberais!!”

    Mas onde é que eu sugiro isso? Apenas indicio que se deve seguir o exemplo da Irlanda. A baixa proposta no orçamento deles vai de 5% para os salários mais baixos até 20% para o salário do primeiro ministro.

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  56. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    11 Dezembro, 2009 12:25

    “Salto à Vara – Salto de bancário a banqueiro…”

    Assalto à Vara – Assalto de fato e gravata

    Varómetro – Medidor de corrupção

    Varapau- A vara que julga o Vara

    Varapau de corrida – Carapau corrupto

    Vara verde – Corrupto inexperiente

    Varamento – Acto de bater em corruptos

    Varação – Encalhar a corrupção na PGR

    Varar um barco – Encher o barco de corruptos

    Vara de porcos – Partido Socialista

    Vardade – Mentira

    ” do Azurro”

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  57. Lusitânea's avatar
    Lusitânea permalink
    11 Dezembro, 2009 12:45

    Vamos lá ver antes de irem às massas aos funcionários públicos(tirando 2009 perderam poder de compra desde 1999) que tal mandarem para casa os “generais de aviário” da política?Mas qual é o país que pode ser governado à IDADE MÈDIA?(a tal problemática do elito poder ter não sei quantos assessores como se não devesse saber ler, ou seja governar…)
    Querem um exemplo?CMLisboa.Paraalém de não sei quantas “empresas municipais”, a presidência, os vereadores, 70 assessores?Com vencimento de GENERAL?Mas o que é isto?Todos sabem que aquela merda tem o dobro da gente necessária e ainda é necessário 70 assessores?Com ordenado de general?Mas acabaram com a tropa para fazerem com o dinheiro “poupado” merdas destas?E depois vão ficando a sedimentar nos quadros respectivos.
    Bem nos dizia a Manuela( a brincar) que só com uma ditadura se consegue endireitar o país a saque por quadrilhas pseudo-governadoras que tudo secam à sua volta.Só os elitos e relativos andam na abastança, com bons carros e o zé povinho cada vez mais candidato ao bairro social para ser animado pela africanidade que às centenas de milhar vivem por conta.Os colarinhos brancos aliados aos canos serrados estoiraram os Portugueses.PQOP…

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  58. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 14:18

    Tina # 43

    Deveria ter sempre o cuidado de se informar da verdade e quando coloca uns parágrafos num comentário referenciar os elementos de identificação (onde foi publicado, quem escreveu, etc).

    Vivemos tempos de manipulação da opinião pública. Não existe (ou existe muito pouco) e há que sermos sérios, verdadeiros e justos.

    # 42

    Por regra, não gosto de me pronunciar, com precisão, sobre assuntos que não domino – primeiro oiço os especialistas da área. Contudo, considero-me sempre leiga mas não “compro gato por lebre”, percebe? Tem que fazer sentido. Lógica.

    Isto a propósito dos seus comentários em que me desmente numa matéria, digamos, em que sou especialista. Mais. Você não é, pelo que afirma.

    Bom. Vamos lá tirar as teimas, Tina.

    1º – Os Professores portugueses são os mais PRECÁRIOS (trinta e tal por cento dos professores não pertencem ao quadro do ME e têm vencimentos não tabelados, ganham á hora).
    “(17-Jun-2009)
    O primeiro estudo realizado pela OCDE sobre as condições de
    trabalho dos docentes indica que os professores portugueses são os mais precários: 32,4% não têm contratato permanente, o dobro da média dos 23 países analisados. O estudo revela também que 17,4% dos professores portugueses têm contratos inferiores a um ano. A Fenprof confirma que muitos docentes estão há mais de 15 anos em situação precária.
    Portugal é o campeão da precariedade docente, mesmo atrás de países como a Eslováquia, Turquia, Estónia, Brasil, Malásia e Polónia, sendo o único com valores inferiores aos 70% de estabilidade contratual (67,6%), contrastando com a média dos restantes países, que é de 84,5%. A tabela comparativa encontra-se na página 42 do *relatório da OCDE* http://www.oecd.org/dataoecd/17/51/43023606.pdf>

    2º – Os Professores Portugueses dos quadros do ME – os tais sessenta e tal por cento – auferiam no anterior estatuto (antes destes últimos anos) pela tabela (abaixo) com progressões diferenciadas e topo distintos. A carreira era de 36 anos. Com o novo estatuto do(c)ente um professor atinge o topo da carreira no 7º escalão. Verifique-se
    http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX3782eV28FetSMaZKU.pdf
    Notas: O 10º escalão da carreira estava vedado a grande percentagem de professores e a progressão era muito mais lenta (carreira de bachereis).
    Verdade histórica. Esta tabelas eram recentes no ME. Os salários de muitos professores eram miseráveis e existiam enormes injustiças “internas”. Foi com MFLeite e Marçal Grilo que estes salários (tabelas) foram negociados com os professores.

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  59. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 14:25

    Tina,

    Exorto-a a trabalhar numa escola e seguir a carreira docente.

    Vai ter trabalho/emprego. É que, SOMENTE gente DOIDA, vai escolher a docência daqui para a frente.
    E de quem escolheu ou optou, como uma “sondagem” revelou, noventa e tal por cento já teria abandonado o sector se existissem alternativas de emprego/trabalho.

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  60. tina's avatar
    tina permalink
    11 Dezembro, 2009 14:33

    Nini, eu só me referi aos salários dos professores portugueses.

    Fartinho da Silva, vocês estão a ser prejudicados pelos salários elevados que os professores mais velhos ganham. Deveria haver uma distribuição mais equitativa.

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  61. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 14:35

    Rxc – 54

    Sendo algo tão bom (como refere), e estando tão bem informado, é caso para lhe perguntar qual a razão porque não optou pelo trabalho diário com crianças e jovens (deste país)?

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  62. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 14:42

    “Nini, eu só me referi aos salários dos professores portugueses.” 60

    Não “atinjoooooooooooooooooo” (…)

    Ah. Os professores mais “velhos”, quando eram mais “novos”, recebiam MUITO MENOS que hoje os mais “novos” (…)

    A experiência na profissão docente é CRUCIAL. É uma actividade de relação que requer crescimento etc, etc.
    Tipo vinho do Porto.
    Percebe?

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  63. gigi's avatar
  64. gigi's avatar
  65. tina's avatar
    tina permalink
    11 Dezembro, 2009 15:00

    Tenho muita pena dos professores. Tudo o que eles fazem é aturar miúdos malcriados. Mesmo que tenham vontade de ensinar, não conseguem. Mas as tabelas salariais mostram que, em média, estão acima da média europeia.

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  66. tina's avatar
    tina permalink
    11 Dezembro, 2009 15:18

    “Já agora, cara Tina, porque não vai até a um desses países oferecer aos professores locais o salários dos professores portugueses?”

    explico melhor. Os salários comparam-se entre países em relação ao nível médio de riqueza de cada um dos países (PIB). Em Portugal, o salários dos professores mais velhos está muito acima do nível médio de riqueza do que nos restantes países da europa. Enquanto o dos professores novos está a um nível inferior. Isso quer dizer que relativamente ao país em que vivem, os professores portugueses não se podem queixar.

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  67. tina's avatar
    tina permalink
    11 Dezembro, 2009 15:20

    “Isso quer dizer que relativamente ao país em que vivem, os professores portugueses não se podem queixar”

    Corrijo. Os professores velhos não se podem queixar. Os professores novos podem. Em média, não se podem queixar porque a média é superior à média europeia.

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  68. harms's avatar
    11 Dezembro, 2009 17:32

    Volto a insistir, para quem tem dificuldades em perceber (não faço bonecos porque não sei). Sou professor há 15 anos, sempre contratado, ganho 1100 euros por mês. É muito? Não me parece. Não estou propriamente em início de carreira. Aliás, nem tenho carreira porque estou impossibilitado de aspirar a qualquer progressão. Não me queixo daquilo que faço, gosto de dar aulas e faço-o com muito gosto. Agora, há um facto muito simples: como eu, há milhares de contratdos há 10, 12, 15, 20 anos. Recebemos sempre o mesmo. Quanto é que o estado poupa connosco? Quanto é que o estado já poupou comigo? Não digo que mal começasse a dar aulas entrasse logo para o quadro, mas vvamos supor que entraria com oito anos de serviço (já não estou a ser muito exigente). Se isso tivesse sucedido, o estado já poupou, só às minhas custas,à volta de 18.000 euros em sete anos. Para onde foi esse dinheiro? Foi bem aplicado, ao menos?

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  69. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 19:46

    harms – 68

    Esse é um escândalo de que ninguém fala. UM terço dos professores dos ensinos básico e secundário nem na carreira se encontram. São contratados. Aliás algo que nos países ditos “normais” é praticamente inexistente.

    Mas, sendo professor(a), sabe que no actual estatuto da carreira do(c)ente o topo do vencimento da categoria de professor é o antigo 7º escalão. Logo, a diferença entre o topo da carreira para o que actualmente ganha não é muito, como pode verificar nesta grelha …
    http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX3782eV28FetSMaZKU.pdf

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  70. nini's avatar
    11 Dezembro, 2009 19:56

    A “Tina” é do tipo “porque sim”, como o pinócrates.

    Não perco o meu precioso tempo com pessoas “porque sim!”

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  71. zfadsfas's avatar
    zfadsfas permalink
    11 Dezembro, 2009 19:57

    Se os salários são em função do PIB per capita os resultados dos alunos também o devem ser. Mas depois não comparem alunos que custaram 100 com alunos que custaram 300. Se somos pobres os nossos professores ganham menos e os alunos sabem menos. Assim poderemos perpetuar a nossa pobreza e continuar a comparar em % de PIB até se fartarem de ser indigentes mentais.

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  72. anoimo's avatar
    11 Dezembro, 2009 20:45

    Afinal Há Dinheiro!

    Sei que é um pouquinho demagógico, mas acho que merecido, chamar a atenção para o facto da população da RAM ser inferior a 250.000 habitantes. Façam lá as contas aos quase 80 milhões de euros de endividamento suplementar e terão uma noção do que para o PSD por acção e o PS por omissão consideram ser uma forma de conter o défice público.
    E depois aposto que vão fazer imenso barulho por causa da quantia muito inferior que vai ser necessária para assegurar a progressão dos docentes logo que esteja concluído o primeiro ciclo de avaliação legislado pelo ME.
    http://www.educar.wordpress.com/2009/12/11/afinal-ha-dinheiro/

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  73. Levy's avatar
    11 Dezembro, 2009 23:08

    CADA VEZ QUE SE FALA EM CORTES NA DESPESA, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE LANÇA A CLASSE DOS PROFESSORES PARA A DISCUSSÃO, PARA QUE DESTA FORMA NÃO DISCUTA MAIS NADA. PROPONHO, QUE PARA VARIAR, SE DISCUTAM OUTRAS CLASSES:

    – autarcas, metades das câmaras municipais deveriam ser extintas;

    – militares, passam à reserva com 50 anos, sem se perceber muito bem o motivo. Nunca ninguém os incomoda;

    – directores-gerais xuxas, que qualquer dia são mais que os professores;

    – Despesas como o “Magalhães”, “cheques dentista” e “cheques grávida” que não existiam antes de 2005, e que agora se tornaram em mais 3 direitos adquiridos;

    – muitos etc…

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  74. anónimo's avatar
    11 Dezembro, 2009 23:57

    Uma coisa é certa: 836 milhões foi quanto custou a negociata dos computadores que os jovens utilizam para jogar o farmville nas escolas
    http://www.joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/273930.html

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  75. nini's avatar
    12 Dezembro, 2009 00:12

    “E depois aposto que vão fazer imenso barulho por causa da quantia muito inferior que vai ser necessária para assegurar a progressão dos docentes logo que esteja concluído o primeiro ciclo de avaliação legislado pelo ME.”

    Parece que a quantia em causa ronda os 20 milhões de euros.

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  76. Levy's avatar
    12 Dezembro, 2009 00:12

    74 #

    Não é nas escolas, é em casa. O Magalhães e os outros computadores da “grande distribuição” estão em casa. Na escola há normalmente salas de informática. Daquilo que vou ouvido dos alunos, há uns que os utilizam para pesquisar na net, outros em que “já está estragado” e outros “é para jogar”.

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  77. nini's avatar
    12 Dezembro, 2009 00:20

    # 64

    Gigi,
    Decerto, equivoquei-me.

    LR deverá estar a falar, no post, desses professores.

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  78. nini's avatar
    12 Dezembro, 2009 00:37

    # 74

    Parece que há mais … money
    Isto
    http://www.fliscorno.blogspot.com/2009/12/e-saquinhoazulinho.html
    E isto
    “Governo abre concurso público para comprar 250 mil computadores Magalhães
    O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que determina a abertura de concurso público internacional para comprar 250 mil computadores portáteis para os alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico. Para a aquisição computadores, que podem ou não ser Magalhães (da empresa JP Sá Couto), o Governo autorizou uma despesa máxima de 50 milhões de euros, o que inclui serviços conexos e a instalação dos portáteis.”

    # 76
    Correcto. Ou foram vendidos, ou estão espatifados (seria lógico) ou servem para os jovens “jogarem” e falarem no msg, em casa. Na escola nunca seriam utilizados. Não têm utilidade. As escolas têm PC nas salas de TIC.

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  79. harms's avatar
    12 Dezembro, 2009 14:19

    Têm pc’s nas salas de TIC e têm portáteis para os alunos usarem. O problema é que bastantes alunos, como bons portugueses que são, dão cabo deles ao longo do ano. E como um professor não pode estar permanentemente a vigiar 20, 25, 28 alunos (a Helena Matos talvez conseguisse), esses pc’s têm uma duração média de vida de ano e meio ou coisa assim. Fora aqueles que os alunos adquiriram ao abrigo do programa e-escolas. A maior parte deles, hoje em dia, tem os seus computadores pessoais. Muitas vezes preferem é usar os das escolas.

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  80. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    12 Dezembro, 2009 17:36

    Quando os nossos credores apertarem com anossa economia e finança,
    por falta de credibilidade, que temos para oferecer?
    Um plano de para 4 anos para a economia e finança? a preparação da economia, para o seu relançamento? pelo caminho que estamos a levar, os palhaços locais, vem cofessar que em 2009, se enganaram nas previsões!
    Andaram a gastar dinheiro que roubaram da economia, se um orçamento de suporte e a quinze dias do fim do ano sacam mais 5 mil mil milhões para endevidamento!
    Num espaço de 2 meses as empresas que avaliam a banca e as finanças dos nações baixaram o nosso outoloock, quer isto dizer
    que pagamos juros internacionais mais caros e a margem de nos endevidar-mos, começa a diminuir!
    Socrates e Teixeira, sabem o que andaram vão fazer a seguir?
    Creio que não!

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  81. Orlando Vilas Boas da Silva's avatar
    14 Dezembro, 2009 22:15

    Perdoem-me a preguiça de não ler todos os comentários aqui presentes, ainda que tenha dedicado alguma análise breve de comentários aqui inseridos. Foram aqui ditas algumas verdades, talvez inverdades, mas também incoerências e alguns mesmo erros crassos. Poderia aqui descortinar sobre o papel do Estado numa determinada sociedade, mas não me acho competente para o fazer num contexto imparcial por forma a alcançar algo perto da verdade. Apesar de tudo e de várias possíveis teorias merecerem igual estudo, há no entanto uma coisa que deve ser do consentimento geral (penso eu) que é o facto de o Estado em última análise ter como fim o interesse público da sociedade em que se insere. Neste momento, como é do conhecimento geral, atravessámos uma crise económica sem precedentes. Pretendo com isto escrutinar muito sucintamente o caso português. Como foi dito pelo grande social democrata Pacheco Pereira, no famoso programa da Quadratura do Círculo, Portugal tem duas crises vistas como dois chapéus: a crise conjuntural (o grande chapéu) e depois a crise estrutural que vivemos á mais ou menos uma década (o pequeno chapéu, que aos olhos dos social democrata e muito bem se encontra escondido debaixo do grande chapéu). Pois bem, a Europa ainda com sinais de fraqueza pós-crise começa lentamente a superá-la, no entanto, na senda portuguesa, a crise conjuntural vai acompanhando debilmente os parceiros europeus só que para vai se evidenciando cada vez mais a crise interna. Ora, é mais que sabido que a crise interna se deve ao excessivo endividamento do Estado, quer seja pelas dívidas acumuladas aos fornecedores, quer pela dívida externa. O défice orçamental aliado a estes factores provoca como consequência lógica os altos níveis de desemprego que neste momento se encontram vergonhosamente disfarçados por este Governo feito de estatísticas. Perante este cenário surgirá uma pergunta lógica: porque é que nos encontramos nesta situação? Bom, num estudo publicado pela EUROSTAT, e penso que é daqui que principalmente decorre o problema português, a despesa corrente do Estado é elevadíssima e é premente cortar nesta despesa. Daqui decorre logo outra pergunta lógica que é: o que é a despsa corrente? Segundo a EUROSTAT, a despesa corrente é aquela despesa que o Estado gasta a pagar salários, pensões, reformas e por aí em diante. Ora vejamos, se é necessário cortar na despesa corrente é necessário OBRIGATORIAMENTE cortar nos salários da função pública. Antes de delinear as consequências resultantes deste tipo de medida, vou ainda fazer mais umas achegas ao que estava a dizer. Que não se iludam aquelas pessoas que pensam que primeiro é preciso cortar nas pessoas com altos salários, supostamente as que ocupam cargos de maior relevância como ministros, deputados, secretários de estado, directores gerais, a nível mais local, os gestores de topo das empresas públicas ou semi-públicas, etc. É certo que estes têm que ver os seus salários reduzidos, mas infelizmente, não podemos ter ilusões, a despesa é de tal forma brutal que até os jardineiros das câmaras municipais que ganham em média 600 euros por mês, têm de ver o seu salário reduzido. Obviamente que isto passa pelos professores, pelos médicos, pelos enfermeiros, pelos juízes e afins. Pode alguém me acusar de querer acabar com a classe média com estas medidas e perante isso respondo que definitivamente temos que estabelecer escolhas. Ou queremos uma classe média sustentada ás custas do Estado e que leva a este aspecto desastroso em que nos encontrámos, ou queremos uma clase média sustentada pelo investimento privada e que deve ser maioritária. No primeiro caso é óbvio que por precisamente termos uma classe média feita a partir da função pública que temos os impostos altíssimos e é impensável investir seja em que sector for em Portugal. Ou então creditamos a iniciativa privada e vemos uma classe média com um poder razoável de compra e consequentemente impostos mais baixos porque o encargo estadual não iria ser tão elevado. É esta medida de coragem que a Irlanda está a tentar implementar e isto vai produzir uma única consequência. Quando a crise passar a Irlanda vai estar a crescer 3% ao ano e nós 0,(…). Agora vejamos, aqueles que defendem vigorosamente os professores e que acham que esta medida é um atentado á educação e que pode produzir efeitos nefastos no futuro eu concordo quase plenamente. Na minha perspectiva acho que primeiro devem ser proporcionada condições de vida razoáveis a uma determinada população e posteriormente pensar então na educação,justiça, saúde e outros assuntos. Mantendo-me fiel a este critério, digo apenas que por muito que me pese na consciência, os professores e a educação são fulcrais para o desenvolvimento de uma sociedade, no entanto, e apesar disto continuo a defender que em primeiro lugar está a saúde económica e depois venham os investimentos no capital social. Agora a pergunta que algumas pessoas me colocam é se estas pessoas merecem estes cortes. Na minha óptica, embora isso não me caiba a mim decidi-lo, por mim ganhariam o tanto quanto possível, até mais do que o que ganham actualmente independentemente de merecerem o não, o problem é que simplesmente o país não aguenta. Os funcionários públicos neste momento ganham de mais para o que o país produz. No dia em que alguém tomar uma medida drástica como esta em Portugal será de certeza o dia em que o Primeiro Ministro, muito em semelhança com o caso islandês, declarar a falência e aí não haverá alternativa. Quando isso acontecer as consequências serão inimagináveis e já estivemos mais longe desta realidade, mas caso estas medidas sejam tomadas imediatamente, as consequências não serão porventura tão graves. É certo que passaríamos um mau bocado, mas a rota para a prosperidade financeira e económica estava lançada. Impostos mais baixos seriam a consequência imediata e consequentemente tornaríamo-nos num pólo atractivo de investimento. Enquanto temos políticos a brincar á política, pessoas passam fome e milhares estão no desemprego (10%). Em jeito de conversa, discutia á dias atrás sobre determinado tema com o Professor Carlos Amorim, e disse-me ele que provavelmente no futuro só se conseguiria trabalho\emprego em Lisboa. Com o andar da carruagem só se vai arranjar mesmo emprego\trabalho no estrangeiro como é o caso da contratação de enfermeiros portugueses que o Dubai está a levar a cabo e outros tantos exemplos. Consequência: população envelhecida, diminuição drástica da população activa, país desértico. No final, já nem os membros do Governo viverão cá e apenas se dirigem a Lisboa para realizar as sessões plenárias da Assembleia da República.

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